Inadimplência pode começar a se estabilizar no fim do ano

Segundo dados da Serasa, o Brasil tinha mais de 65 milhões de pessoas inadimplentes em março.

A inadimplência, que vem em uma tendência de alta desde o fim de 2021, pode começar a se estabilizar no último trimestre, de acordo com o economista-chefe da Serasa Experian, Luiz Rabi e o CEO da Intrum Brasil, Ulisses Rodrigues.

“Por enquanto, não vemos nenhum horizonte factível de reversão da tendência de alta da inadimplência no curto prazo. Talvez no fim do ano, quando tivermos números de inflação menores, ou já início de redução de taxa de juros, podemos ter um movimento de queda de inadimplência”, disse Luiz Rabi.

Retomada da economia

Contudo, segundo o especialista, mesmo que as condições macroeconômicas comecem a melhorar no segundo semestre, o resultado pode demorar a aparecer, visto que os efeitos da retomada são lentos.

Isso porque, ainda existem incógnitas no exterior, como a guerra na Ucrânia e o aperto monetário pelo Federal Reserve.

“Entre os elementos que levaram à alta da inadimplência desde o fim de 2021 estão a inflação na casa dos 12%, o que impacta o poder de compra das famílias, o aumento da taxa de juros, que acaba encarecendo as dívidas e a situação do emprego, que apesar da queda na taxa de desemprego, o perfil tem piorado no Brasil”, disse o economista.

Inadimplência

Segundo dados da Serasa, o Brasil tinha mais de 65 milhões de pessoas inadimplentes em março, no segundo mês seguido acima dessa marca, o que não acontecia desde o início da pandemia. A soma dos valores de todas as dívidas é de R$ 265,8 bilhões, ou uma média de R$ 4.046 por pessoa.

Já um estudo da Intrum mostrava que já em abril de 2021 63% dos empresários brasileiros diziam estar “mais preocupados do que nunca” com um eventual aumento da inadimplência.

Reprodução integral de textos e imagens.

Fonte: Contábeis.